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domingo, 11 de dezembro de 2011

ENTREVISTA

Luciano Santos Freitas
Idade: 32 Anos
Formação: Mestre Em Capoeira
End. Bairro São Vicente Afonso Cláudio


Luciano vem desenvolvendo um trabalho com jovens no município de Afonso Cláudio, com capoeira, resgatando a cultura afro descendente no município.  

1-Qual a importância de desenvolver a capoeira no Distrito de Fazenda Guandu?
Capoeira dá possibilidade aos adolescentes da localidade, como cultura, como profissionalismo e como formação de cidadão, pois através do esporte, eles aprendem a ter respeito mútuo, e a ter disciplina. A capoeira me fez ser um cidadão, capaz de compreender o outro e respeitar seus limites.
Além de elevar a auto-estima, a capoeira é uma forte aliada na educação do adolescente, assim também se trabalha a interação com a família fortalecendo o vinculo familiar, onde o grupo todo se torna uma família, ouvindo uns aos outros, descobrindo assim o trabalho em equipe.

2- Pelo que observamos em suas aulas, você motiva os adolescentes a praticar capoeira, como você descreve isso?
Eu me identifico com o público que trabalho, além de residir no Bairro onde reside maioria de meus alunos.

3- Você tem projetos Sociais que envolva a capoeira? Quais?
Atualmente estou desenvolvendo no município o projeto Formação Cidadã que visa o resgate do jovem afro-descendente para a valorização da cultura afro.

4- Como é a participação feminina na capoeira, é bem aceita pelos meninos?
A atividade de capoeira é desenvolvida por ambos os sexos, sendo que os meninos aceitam bem as meninas, respeitando os limites de cada uma.

5- Como e quando você se tornou mestre em capoeira?
Me formei em mestre de capoeira em 2009 na porta do Teatro de Ilhéus, por outros mestres em capoeira.

6- Qual mensagem você deixa para quem ainda não pratica capoeira?
“Capoeira é arte e filosofia do negro pratique e valorize essa cultura”.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aconteceu na História

Associações Abolicionistas
No Rio de Janeiro, em 1880, alguns políticos como Joaquim Nabuco e José do Patrocínio criam a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, o que estimula a formação de associações por todo o país. O jornal O Abolicionista, de Nabuco, e a Revista Ilustrada, de Ângelo Agostini, também estimulam e inspiram outras publicações antiescravistas. Algumas pessoas, entre elas advogados,
artistas, intelectuais, jornalistas e políticos, comprometem- se com essa luta e arrecadam fundos para pagar cartas de alforria. No Recife, alunos da Faculdade de  Direito criam uma associação abolicionista da qual participam  Plínio de Lima, Castro Alves, Rui Barbosa, Aristides Spínola, Regueira Costa. Em São Paulo, o advogado Luís Gama, ex-escravo, consegue libertar mais de 1.000 escravos/as.

Fonte:
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Curso de Especialização de Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça. Vitória-ES, 2011. Módulo II, Unidade 4 – Movimentos de Mulheres. Disponível em: http://www.gppgr.neaad.ufes.br/course/view.php?id=112, Acesso em 04/10/2011 às 23:35



 MOVIMENTO NEGRO



Frente Negra Brasileira

A Frente Negra Brasileira foi fundada em São Paulo em 1931 e durou até 1937, tornando-se partido político em 1936. Foi uma das mais importantes entidades de negros/as no campo sociopolítico de caráter nacional. A Frente tinha delegação no Rio de Janeiro, na Bahia, no
Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e outros.
Sua organização era centralizada na figura de um“Grande Conselho” de 20 membros, contando com um presidente e milhares de associados e simpatizantes. A FNB teve uma atuação destacada na luta contra a discriminação racial, tendo sido, por exemplo, responsável pela inclusão de negros na Força Pública de São Paulo. Depois dos êxitos obtidos, a FNB resolveu constituir-se como partido político, mas terminou com a decretação do Estado Novo, quando os partidos foram declarados ilegais e dissolvidos.

Fonte:
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Curso de Especialização de Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça. Vitória-ES, 2011. Módulo II, Unidade 4 – Movimentos de Mulheres. Disponível em: http://www.gppgr.neaad.ufes.br/course/view.php?id=112, Acesso em 04/10/2011 às 23:44